Arquivos para a Categoria ‘mundo real’

sobre como todo quadro tem uma razão de existir.

13 13UTC Agosto 13UTC 2009

hoje, na aula de sintaxe, tentaram provar o contrário.  no quadro, as palavras: a água mordeu a luz do menino. sintaticamente perfeito, semanticamente duvidoso. certo? seria, até que uma garota esperta disse lá do fundo que o menino morria afogado.
os herdeiros da modernidade podem encontrar significado e coerência em qualquer texto, dependendo do ponto de vista que se toma. desse modo, são amigos tanto os lençóis brancos que sorriem estrelas-do-mar quanto os feridos de guerra que fazem bolhas de sabão enquanto um par de flautas irlandesas recitam sonetos shakeasperianos.
para nós, essas frases, apesar de não serem ditas muitas vezes por dia, não estão em um outro plano, chamado de poético. são possíveis desde que são ditas e sua compreensão depende tão somente de um contexto bem providenciado. este outro plano, o poético, em nada diferencia do banal em que vivemos, já que, na verdade, encontra-se nele circunscrito. basta saber como olhar, ou colocar um par de lentes coloridas.

e sim, sim, tudo que é sólido pode perfeitamente evanescer no ar, de repente, bem na frente dos seus olhos. a qualquer momento.


agora mesmo já encontro traduções mais comuns para os exemplos supracitados. de onde vejo, os lençóis são uma praia em um dia ensolarado, coberta de estrelas-do-mar. consegue ver? sobe aqui nessa pedra, cuidado para não escorregar. naquela direção. bonito né? vamos catar conchinhas?

6 06UTC Agosto 06UTC 2009

me demitir desse mundo no qual uma cor tem sempre que ser mais colorida que a outra. continuar praticando, estou ficando bom em fazer meus dias passarem cada vez mais rápido. só um segundo para inspirar expirar inspirar. expirar.

não fosse a garganta seca seria um pedido de socorro.

newsflash.

8 08UTC Julho 08UTC 2009

- o ensaio sobre efemifobia finalmente está pronto.

dd

25 25UTC Junho 25UTC 2009

a tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

- drummond

há uma baleia que emerge sua metade preferida do lodo do asfalto, para se frustrar em seguida. (até mesmo as sílfides que em tardes como essa tagarelavam em frênesi, penteavam meus cabelos com seus dedos de lavanda e sorriam para mim – só para mim -, migraram para o norte. levaram o sol, que aceitou o convite sem um segundo de hesitação, deixando seu trabalho a cargo dessa luz escassa, inseguramente branca)
há uma porta que range e uma garota de laranja.
e há freud demais por hoje.

cenas diabólicas de minha vida.

22 22UTC Junho 22UTC 2009

há ainda aqueles momentos de filmes/livros/séries-de-tv com os quais me simpatizo especialmente. cenas marcantes. das que primeiro me veem à mente, lembro-me com carinho de Charlie Angelfield em The Thirteenth Tale (A Décima Terceira História, de Diane Setterfield), que, quando criança, colocava agulhas dentro dos sabonetes das empregadas. de Jenny em Vier Minuten (Quatro Minutos, filme alemão de 2006) quando espanca o guarda da prisão quase até a morte e toca piano em seguida, demoniacamente. e, não menos que os demais, de Heidi Klum que, com meio sorriso, diz “auf wiedersehen!” aos eliminados do Project Runway, primeira temporada. ela é estranha.

missing

22 22UTC Junho 22UTC 2009

foi naquele dia em que eu andava distraído pela last.fm – mãos nos bolsos, assobio para as nuvens – quando nos cruzamos. parecia tão simpático em seu jeito todo estabanado de ser, mascando um chiclete e olhando para mim com olhos interrogativos. então o levei para casa, é claro. cliquei em propriedades e copiei seu endereço, formato .gif, na minha página de recados. eu logo dei-lhe um nome, porque Franklin era a tradução de seu estilo de vida.

de repente ele não estava mais ali. fora raptado pelo orkut em uma de suas operações malígnas. sinto falta da minha bolinha de pelos. – ah, Franklin.

… or butch it up.

19 19UTC Junho 19UTC 2009

engendrando um ensaio pro meu blog da prática escrita de inglês, sobre efemifobia. (http://teatime.edublog.org)

“Nós não podemos lutar por igualdade quando estamos tão ocupados odiando uns aos outros.”

Afterelton.com (http://www.afterelton.com/people/2009/6/butch-it-up?page=0%2C0)