um domingo calado fracamente iluminava a casa, adentrando-a tímido pelas janelas. fim de uma tarde quente extinguindo-se preguiçosa. havia agora apenas alguns retalhos da luz amarela atirados nas paredes encardidas. o caminho você conhece bem. descalço, caminha a passos macios apesar que meio desequilibrados do sono recém-interrompido. um despertar tão calmo quanto o próprio sonho que tivera e um aroma suave, familiar, convidando-o sedutor. o silêncio denso era somente acompanhado pelo sibilar baixo e contínuo de uma panela sobre o fogo. você adentra a cozinha calidamente iluminada com os restos mortais de um sol que se esvaía sem pressa. e, em contraste com os outros cômodos vazios, você percebe que do outro lado da mesa sentava-se o diabo com as pernas cruzadas, uma viola descansando docemente sobre elas, a feição antes séria, compenetrada, quando nota sua presença lhe sorri uma meia boca de cumplicidade.
25 25UTC Setembro 25UTC 2009 ás 16:10 |
Muito boa…